Finalmente chegámos a Gorak Shep. Embora ainda tivéssemos o Campo Base do Evereste e o Kala Pattar para alcançar, este foi já considerado como um primeiro grande objectivo. One nós chegámos é onde os mais ousados partem para os grandes cumes dos himalaias e poder seguir esses passos de muito perto foi muito emocionante. Foi neste dia que nos despedimos do António, do Gonçalo, e da família Felgueiras (embora eu soubesse, os restantes candidatos ao Island Peak não sabiam que o Ângelo haveria de se juntar para ele próprio fazer também a subida.
Desde final de 2008 que tenho colaborado mensalmente com a Sportlife. No Outside relato as minhas aventuras pelo nosso maravilhoso país e passarei também a partilhá-las convosco aqui. Às vezes colocarei aqui qualquer outro passeio que realize. Gostaria muito que me dessem a vossa opinião, se fizerem algum desses passeios ou simplesmente se vos der vontade disso. Digam-me que mais informações gostariam de ver publicadas nos nossos artigos.
Estarei à vossa disposição para qualquer dica extra que precisarem para fazer alguma destas aventuras ou outras.
Espero que gostem e se aventurem!
Filipe Palma
domingo, 25 de abril de 2010
5 de Abril - Finalmente Gorak Shep
Finalmente chegámos a Gorak Shep. Embora ainda tivéssemos o Campo Base do Evereste e o Kala Pattar para alcançar, este foi já considerado como um primeiro grande objectivo. One nós chegámos é onde os mais ousados partem para os grandes cumes dos himalaias e poder seguir esses passos de muito perto foi muito emocionante. Foi neste dia que nos despedimos do António, do Gonçalo, e da família Felgueiras (embora eu soubesse, os restantes candidatos ao Island Peak não sabiam que o Ângelo haveria de se juntar para ele próprio fazer também a subida.
4 de Abril - Encontro com o João Garcia
Sem dúvida, o destaque deste dia, de desnivelada caminhada de Periche a 4240 m até Lobuche a 4910 m, foi o encontro com o João Garcia. Ia eu em conversa com a Margarida quando, de repente, temos um outro português em conversa connosco. O João estava a descer da sua escalada ao Pumori, um pico de 7165 m na fronteira do Nepal com o Tibete. Esta ascensão fez parte da sua aclimatação ao Annapurna (8091 m), o 14º pico acima dos 8000 metros. Ainda não tínhamos chegado a Lobuche e o João, disse aos seus companheiros: "Encontrei os portugueses, vou ficar com eles a Lobuche." Fez meia volta e veio almoçar connosco. Foi a surpresa de todos e foi uma tarde de amena cavaqueira a quase 5000 metros. Comemos queijo de Nisa generosamente oferecido pela minha mulher e sogra e atenciosamente transportado pelos nossos carregadores até aqui. Deliciámo-nos com este sabor da nossa terra assim como com uma garrafa de vinho do Porto. Foi o nosso última dia todos juntos. (Entretanto o João já subiu ao Annapurna, com sucesso. Parabéns João!
Ângelo Felgueiras
Quero fazer um destaque especial ao Ângelo Felgueiras, participante nesta viagem, não só a título de aventureiro mas especialmente como marido e pai. O Ângelo poderá ser o segundo português a alcançar o pico mais alto do mundo, o Monte Evereste a 8850 m de altitude. Quando falámos há alguns anos deste seu sonho eu disse-lhe logo na altura que gostaria de estar presente e partilhar este seu desafio de alguma forma. Fizémos coincidir a sua preparação, a sua aclimatação à altitude, com uma viagem de aventura por mim organizada ao Trek do Evereste incluindo uma ascensão ao Island Peak. E, connosco, acabou por vir a sua família, a Isabel, o Manuel (14), o Francisco (9) e a Teresa (7). Eles têm acompanhado natural e entusiasticamente a viagem do marido e pai, mas sempre à distância. Desta vez, quiseram ir mais longe e participar na montanha, na caminhada até onde se consegue ver bem e de perto o Evereste. Chegaram a Gorak Shep onde fica o último povoamento permanente, a 5125 m. A prestação da família Felgueiras foi extraordinária e digna de admiração. O Ângelo é um pai de família assumido e certamente, ter levado aos himalaias a Isabel, o Manuel, o Francisco e a Terezinha, dar-lhe-á ainda mais força para subir e descer. Na edição de Junho da Sportlife publicaremos uma entrevista ao Ângelo realizada no decorrer desta longa e alta caminhada. Força Ângelo!
Mais informações em www.angelofelgueiras.com
segunda-feira, 19 de abril de 2010
3 de Abril - Tree line e tea house do João Garcia
De Deboche a Periche o caminho é mais suave, acompanha o rio Imja, mas progressivamente para maiores altitudes. A paisagem vai-se alterando e, à medida que subimos, deixamos as árvores para trás e passamos a encontrar uma terra mais nua e estéril de tudo menos beleza.
Em Pangboche, parámos no Ama Dablan Lodge, onde o João Garcia tem amigos e costuma ficar. Infelizmente estava fechado mas, no dia seguinte.
2 de Abril - Descer para subir
Com vistas dos Himalaias sempre presentes caminhámos desde Namche Bazaar até Deboche. A caminho das mais altas montanhas, nem sempre vamos sempre a subir e, neste caso tivemos uma descida até Punki Tenga, junto ao rio Dudh, seguida de uma subida tremenda até Tengboche onde fica o maior mosteiro budista do Nepal e numa localização preveligiada.
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